segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Se ser adulto é desse jeito, então desculpa, eu nunca mais quero crescer.


Odeio identidade. Odeio CPF. Odeio título de eleitora. Odeio Vestibular. Odeio ENEM. Odeio Faculdade. Odeio ter que escolher uma profissão. Odeio não poder ser protegida pelo ECA. Odeio poder ser multada. Odeio poder ser presa. Odeio ter que aprender a andar de ônibus. Odeio ter horários. Odeio ter compromisso. Odeio ter que aprender a arrumar a casa. Odeio ter que estudar matérias que eu não suporto. Odeio ter responsabilidade. Odeio ter que ser independente. Odeio, definitavemente, crescer.

Quero minha infância de volta, alguém a traz pra mim?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Gotta Go My Own Way

Eu acredito em destino. Eu acredito que Deus planejou para a gente toda uma vida, pois Ele nos conhece e sabe o que nós gostamos e não gostamos. Ai entra o espiritismo que fala sobre karma e livre-arbítrio, mas não vou entrar nesses detalhes, não nesse post. Eu, como uma boa estudante e adepta ao espiritismo, sei responder essa questão, mas não estou com saco. Enfim, acredito em destino e que nada acontece por acaso. E eu acho isso mágico demais. Às vezes uma simples ação pode mudar uma vida completamente. Uma simples ida ao plaza. Um simples oi trocado.
Coisas simples e comuns podem mudar a nossa vida de uma forma tão assustadora que chega a ser inacreditável. Eu tenho prestado bastante atenção nisso e realmente acontece.
O motivo para esse post aleatório é porque eu decidi trocar a minha faculdade. Joguei no lixo a idéia de ser uma juiza séria (pelo menos por agora) e abracei com todas as minhas forças o curso de Belas Artes.
Quando eu realmente decidi me senti leve. Algo dentro de mim dizia que não era o Direito que me faria feliz, que eu ainda acharia o que realmente me faria bem. E eu encontrei. Eu ainda não comecei a fazer, mas sinto que é isso que está escrito no meu destino. Nada acontece por acaso.
Eu realmente amo artes. Não sou a nova Picasso do mundo moderno e nem pretendo ser famosa com minha arte. Só quero cursar uma faculdade que eu realmente estou interessada e ter 4 anos estudando a matéria que eu mais amo (:
Não vou ficar pobre, como a maioria daqui vai pensar, mas não pretendo trabalhar na minha área. E mesmo se pretendesse, não ficaria. Por incrível que pareça, sobra emprego para profissões ligadas a arte.
O dinheiro nos cega. Muitos fazem uma faculdade que não os atrai em nada, apenas pelo dinheiro. E depois passam a vida inteira infelizes. E o dinheiro, infelizmente (será?), não traz felicidade.



Estou assustada comigo mesma. 1 semana de aula e eu continuo uma raiz seca de batata. O que foi que essas férias fizeram comigo? Espero voltar a preferir a companhia dos outros do que a solidão.
Hmm... Não, acho melhor não. Melhor ser uma raiz seca de batata do que ser uma pessoa que depende dos outros para ser feliz.
Melhor desse jeito, assim ninguém se machuca (:

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

We're just one big family ♪



Minha família é grande. Mas não estou falando da minha familia de sangue, embora essa família seja gigantesca também. Eu agora estou falando dos meus personagens! Sim, sejam de fics ou histórias originais, eu os criei então pertencem a minha família. São meus lindos e amados "filhos".
Com eles aprendi muitas coisas e ri bastante das atrocidades que cada um fala e faz. Convenhamos, quando começamos a fazer uma história dentro de nossa cabeça, não temos mais controle sobre nossos personagens. Definimos uma personalidade "x" para eles e então parece que eles criam vida própria!
Criam piadas, ofendem, batem e choram sem a minha permissão. O negócio é tão mágico que não foram poucas as vezes que eu chorei. Sim, eu choro com histórias que são criadas dentro da minha cabeça.
Pode me chamar de louca e me amarrar em uma camisa de força, mas eu vou continuar fazendo minhas histórinhas felizes na cachola. Queria que todos pudessem experimentar isso, é realmente fabuloso e divertido. É saudável e só garante felicidade (:
Com eles eu não fico entediada. Em qualquer lugar que eu esteja eu consigo fazer um episódio novo ou a continuação de um antigo. Defino uma situação e deixo meus personagens criarem vida. Hora do banho e antes de dormir então? Indispensável não pensar em fic! E também tem as vezes que eu gosto de me imaginar no lugar dos meus personagens. Crio uma situação e meio que atuo (Isso se deve a minha grande paixão que é o teatro. Um dia ainda viro atriz, a se viro!). Quem olha de longe me acha louca e infantil, mas eu neeem ligo. As atrizes ganham uma nota preta pra fazer isso na frente das câmeras e ninguém acha estranho. Eu faço sozinha e não ganho um tostão, mas a diversão vale por qualquer dinheiro. Me impolgo, rio, choro, troco de personagem rapidamente para a cena ficar mais real (Ficar conversando com o nada ai já é demais, né?)
Às vezes tenho companheiros nessas minhas interpretações loucas e aleatórias, mas normalmente fico sozinha nessa minha maluquice pessoal. As personagens que eu mais interpreto são a Sayu e a Riyoko, elas são meio que meus alter-ego, não sei ao certo.
Na realidade, eu não acho isso maluquice e nem nerdisse. Sou escritora e tenho criatividade, é mais que normal. Que escritor não tem uma paixão estranha por sua criação? Eu aprendi uma vez que, para o seu personagem parecer de verdade, ele tem que SER de verdade. Tem que respirar, tem que ser humano! (Exeção para o Satoru, RTK e outros 8D) Se você não é capaz de fazer seu personagem ser real, as outras pessoas não vão achá-lo real. Deve ser por isso que a maioria das pessoas amam minhas histórias, meus personagens estão vivos! Dentro da minha cabeça, mas estão (:

Satoru, Sayume, Tigre, Riyuchi, Tsuke, Kuray, Riyoko, Isabel, Luis, Carmem, Rykoto, Wakana, Mayu, Hitomi, Daisuke, Ayume, Kei, Dreddy...

Eu amo vocês (: Obrigada por terem surgido em minha cabeça e terem dado sumiço ao meu tédio para sempre! Vocês são meus maiores amores, minhas melhores criações.

* Alguns desses personagens não são totalmente meus, foram criados juntos com amigos meus =) ** Nem todos eles estão representados no painel acima.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Coisas que ninguém entende.


Cheguei a uma conclusão estranha: Eu preciso escrever só romances estilo Nana. Sou tão maníaca depressiva quanto a Yazawa Ai. Meus personagens sofrem, são estuprados, machucados, mutilados, traídos e chutados. E eu gosto de escrever histórias assim, em que eles só se dão mal. Sinto-me estranhamente bem.
Embora na vida real eu seja completamente diferente: Não gosto de ver ninguém sofrendo e estou sempre ajudando quando posso.


Ninguém consegue explicar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A música em mim parece um presente


E eu nunca fiquei tão feliz por ficar de férias (: É realmente maravilhoso ficar horas no computador, só ouvindo e pesquisando músicas novas!
O que me ajudou muito foi o Last.Fm. Graças a ele, eu conheci uma infinidade de músicas Hardcore (Que é o estilo musical que eu mais amo).
A Nat tem me ajudado muito também, toda hora ela me indica algumas músicas novas. Sou uma ladra de músicas, cheguei a essa conclusão.

Alguns se viciam em DVD's, outros em mangás e tem aquelas que se viciam em melissas #)

Eu sou viciada mesmo em música

Notas mentais:

1 - Não quero voltar pra escola ._.
2 - To com saudade das minhas madrugadas com a Jeh.
3 - Eu acho todo mundo hipócrita.
4 - Sem mais.

domingo, 9 de agosto de 2009

O cachorro e a carrocinha.


- Mas então... você vem sempre por aqui? - Luciano sentou no tronco velho que estava caindo aos pedaços, enquanto acendia um cigarro.

Júlia riu baixo. Aquele era o tipo de cantada mais barata e comum que ela já ouvira; porém ela se sentiu confortável com aquele estranho.

- Não, só quando estou triste. - Ela disse, enquanto brincava com seus enfeitados cabelos cacheados.

Júlia era viva. Todos são vivos, mas Júlia era intensa. Gostava de viver a vida mesmo, desde escalar uma montanha perigosíssima até ir para fora da cidade, apenas para olhá-la do alto. E era o que estava fazendo agora. Ficava encantada com as luzes piscantes, as musicas que dançavam e os barulhos tão alheios que não pareciam pertencer a sua realidade. Sentia-se bem assim, como se não pertencesse aquele mundo. E de certa forma não pertencia, porque ela não tinha a cabeça de ficar parada em algum lugar só. Júlia era do mundo. Quebrava vários corações por onde quer que passasse, mas ela realmente não se importava. Não até agora. Não até encontrar o doce e amável Carlos. Carlos era tão perfeito, ao seu ponto de vista, que ela ficava aparvalhada. Ele era o seu oposto. Caseiro, romântico e tradicional. Júlia não entendeu como aconteceu, mas quando olhou em volta, já estava casada e já tinha uma casa própria com aquele homem. E era feliz. De uma certa forma estranha e banal, Júlia sentiu um dos pedaços vazios do seu coração ser preenchido por Carlos. Ela, que nunca havia ficado em um só lugar, agora vivia dentro do coração de um homem. Mas não lamentava ou choramingava, Júlia se sentia a pessoa mais feliz do mundo. O problema é que Júlia esqueceu que o nosso mundo é governado pela "Lei do Retorno".

- Está triste? Por que? - Luciano perguntou enquanto soltava levemente a fumaça de cigarro no ar.

Júlia o observou e suspirou. Nem sabia por onde começar. Talvez por quando descobriu que Carlos tinha uma amante. Ou quem sabe começar a contar como sua vida virou de cabeça pra baixo, quando o príncipe virou um sapo? E por que contar sobre a sua vida íntima para um estranho que fumava um cigarro vagabundo e usava cantadas baratas? Ela também não sabia responder.

- Briguei com meu marido. - Ela falou simplesmente, pegando também dentro de sua bolsa um cigarro. Não um vagabundo qualquer igual ao de seu companheiro de tronco, e sim um cigarro importado, direto da Itália.

- Brigou com ele? Por que?

Ela revirou os olhos e baixou a cabeça, suspendendo o cigarro no ar.

- Podemos compará-lo a carrocinha. - Ela finalmente respondeu, enquanto levantava a cabeça.

- A carrocinha? - Luciano riu, logo se engasgando com a fumaça que havia ficado presa em sua garganta.

- Sim, a carrocinha. - Júlia respondeu séria. - E vamos me comparar a um cachorro arteiro, aquele tipo que revira as latas de lixo e gosta mesmo é de uma boa súcia.

- Não estou entendendo. - Luciano jogou seu cigarro no chão, logo o amassando com sua bota de couro.

- Como o homem da carrocinha tenta capturar o cachorro? Ele vai devagar, chama com carinho e com amor. Às vezes até oferece comida. Um cachorro esperto e malandro normalmente não cai em uma dessa, acha estranho já que nada na sua vida foi assim, dado de bandeja. Porém o cachorro começa a ceder. Devagar, desconfiado, mas vai cedendo. Até chegar tão perto dele, abanando o rabo e lambendo a sua mão. O homem da carrocinha lhe dará um último sorriso e o capturará - O prendendo para sempre.

- Nossa que... Triste. - Luciano comentou enquanto acendia outro cigarro.

- Porém - Júlia continuou - O cachorro um dia pode tentar fugir e até pode conseguir, mas sua vida nunca mais será a mesma. O lixo não terá mais o mesmo gosto. Ele tentará novas aventuras, mas não terão a mesma descarga de adrenalina no sangue como antes. E tudo culpa daquele maldito homem da carrocinha, que o seduziu. Cachorro idiota e estúpido. - Júlia xingou, enquanto tentava conter as lágrimas.

Júlia sabia que aquele estranho e anônimo homem nunca a entenderia. Ninguém nunca a entenderia. Nem ela se entendia. Não conseguia acreditar que havia sido enganada de uma forma tão suja. A separação já havia sido pedida e ela pensava em voltar ao mundo - Mas não dava mais tempo. Carlos entrara em sua vida apenas para bagunçá-la e depois cair fora. De novo, Júlia estava sozinha.

Mas, pelo menos, ela ainda tinha uma bela vista da cidade.

sábado, 8 de agosto de 2009

Sozinha no meio da multidão de caras bonitas, de almas vazias



"Diga, pra onde foi seu namorado, sua vida, sua melhor amiga?
Se as paredes do seu quarto são as únicas que vão te ouvir chorar
Quando a lágrima que escorre do vazio do seu coração rolar
E toda aquela gente estiver longe ou com o celular fora de área
E a sua auto-estima uma migalha

Se a sua roupa é nova ou importada,
Já não importa mais pois tudo se desfaz

E ninguém vai te fazer bem, já não convém
E a vida te mostrou,
Que o fim da estrada já chegou"

♪ Darvin - Flashes


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Lições aprendidas com a chuva? Também nada, nada.


"A chuva chama as pessoas e some com elas,
Um mago mais poderoso que qualquer um, né?
Estamos sempre sendo iludidos,
Será que tudo vai começar com a chuva?

Vai chover!

A chuva já apagou seu álibi?
Ele já se esqueceu?
Já nos separamos?
"É tudo culpa da chuva", tento me convencer disso."

♪ Taku Iwasaki - It's Gonna Rain

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Just words



"A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

A música em mim ❤


Hoje to com tanta vontade de escrever que a raiva passou (:

Se tem alguma coisa que eu sou realmente viciada é música. Não tem coisa que eu mais goste do que sentar nessa minha cadeira branca, ajeitar o laptop na mesa e começar a procurar músicas novas, de diversos artistas. É um tipo de vício, não sei explicar ao certo. Só sei que me sinto bem quando faço. Eu sempre fico espionando o que os meus contatos ficam ouvindo para poder procurar no youtube a música e poder baixar, para ver se vale a pena. Só assim conheci diversos cantores e músicas fabulosas - coisas que eu nunca conheceria se ficasse presa apenas ao rádio e o TVZ. Gosto de conhecer coisas novas, gosto de letras novas e com sentimentos verdadeiros. Pra mim também não basta ter só uma puta voz e uma letra magnífica, a música tem que ter sentimento. Eu sei quando tem, quando a música me faz ficar arrepiada (é a mesma coisa com fics, só sei se a fic é boa quando ela causa essa reação em mim). Odeio ficar presa a um repertório certo, gosto de toda hora inovar, ficar apaixonada por uma parte da música, chorar e de me emocionar.
O mais divertido é chegar em uma roda de amigos e conhecer todas as bandas - por mais estranhas que elas sejam - que eles estão falando. É como se você estivesse "por dentro" do mundo músical. Você se sente com cultura (por mais que eles estejam falando daquele funkeiro que só canta proibidões horríveis, que mesmo você ouvindo sozinha em seu quarto, você sente vergonha pelo cara). Música abre portas, mentes e corações. Nunca a raça humana ficou sem música, porque é algo tão essencial quanto respirar. Acho que, se eu ficasse sem música, eu iria endoidar. Ela já faz parte de mim. Eu posso não ter nenhum dom para instrumentos músicais (embora eu tenha uma voz, humildade a parte, linda) mas sinto a música dentro de mim, em perfeita harmonia.

E como eu sempre digo:

A música é tudo e tudo é música ♫

O texto não ficou nenhuma obra prima, nada muito elogiável, mas são só pensamentos. Nada grande e fabuloso, só um texto aleatório feito as 4h da manhã. Sem mais.

♪ Bonde da Stronda - Nossa Química

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

ffffffffffffffffuuuuuuuuuuuu-

Esse blog me odeia. Sério, é a terceira vez que eu tento fazer um banner bonitinho e legal para ele e ele me sacaneia. Me revoltei e tirei tudo também. Por enquanto fica só esse ponto super expressivo mesmo. Tchau blogspot, eu te procuro quando estiver com mais paciência e não sentir mais vontade de quebrar seu servidor com um taco de beiseball.

zero.


Como sempre, não tenho nada pra escrever. Mas minha mente às vezes parece que tem vida própria e me obriga a abrir o bloco de notas para escrever algo útil. Minha imaginação anda tão escassa que eu tenho estado assustada. Nem fic eu tenho conseguido fazer. Ficar em casa é mesmo um tédio. E pior que minhas aulas devem ser adiadas para o dia 17. E a Jeh que falava que ficar em casa o tempo inteiro entediava e eu não acreditei...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

I can't control myself because I don't know how ♫

Digamos que as minhas férias não estejam sendo umas das mais produtivas. Enquanto as pessoas viajam, saem, vão ao cinema e a praia, eu fico em casa em uma rotina totalmente invejante para as pessoas com vida social muito avantajada:

cama>computador>comer>computador>banho>computador>
comer>computador>cama


É, eu sei, parece tedioso e chato, mas eu gosto. Não sou uma pessoa que gosta de sair o tempo inteiro, até gostava, antes de ir pra Bahia. Como não tinha muitos amigos por lá(para não dizer uma XD) acabei me acostumando a ficar quietinha em casa.
Pra que uma balada se eu posso escrever? Pra que sair quando eu posso ler um bom livro?

Mas o motivo do post não é esse. O que me balançou foi uma coisa que um amigo meu falou "não tais mais aquela thaisa queridinha meiguinha de antes o.o tais mais seca que raiz de batata"

Acho que precisamos constantemente de vida social e conversar verbalmente com as pessoas. Quer queira, quer não, você acaba virando um bicho-do-mato totalmente egoísta e egocêntrico quando fica presa só em seu mundo, se esquecendo das pessoas ao redor.
Mas acho que está tarde, eu realmente me acostumei com a solidão. O que eu quero dizer com isso? Ah, vai ser muito difícil alguém conseguir me arrancar de casa antes do dia 10! Quando eu voltar as aulas eu volto a ser uma Thaísa meiga. Por enquanto eu estou muito feliz sendo uma raiz de batata!

sábado, 1 de agosto de 2009

É no Abel onde sempre aprendemos a seguir o exemplo ideal?

Eu realmente não tenho nada de útil para postar. Estou aqui sem nenhuma sequência cronológica de texto, sem ter a mínima idéia do que escrever. Mas tenho recebido constante pressão do meu subconsciente para postar aqui, então talvez algo de bom saia daqui.

Ou não.

Bem, estou de férias. Para os mais desavisados e alienados, a culpa é da gripe suina. Não que eu ache que esteja tendo uma grande epidemia, já que poucas pessoas no país morreram até então. É uma doença normal com uma taxa de mortalidade relativamente normal. Mas ela me fez ficar 4 semanas de férias. Minhas aulas só começam dia 10 e minhas provas dia 14. Legal, não é? É super impolgante saber que, depois de 1 mês sem nem tocar nos livros, você terá tudo quanto é tipo de prova: De Física até Filosofia. E pra completar a sequência de "f"s eu digo: Vai ser foda.
Eu nunca fui a pessoa mais estudiosa do mundo, não em assuntos escolares. Sempre me interessei de verdade por História e Redação, essas são as minhas preferidas. Mas o que me desgasta de verdade para estudá-las é saber que, logo depois de eu batalhar na Revolução Russa, xingar Stalin e rir da cara da fracassada Alemanha, eu terei que deixar todo esse passado para trás e encarar simpáticas Análise Combinatórias e Hidrocarbonetos super divertidos. O que me indigna é que eu já sei qual será a minha faculdade e ela não tem nada de exatas. Desde quando para ser uma boa juíza federal eu preciso entender tudo de Matrizes? É por isso que eu acho que o sistema está falido: O que é realmente importante de ser estudado, o que realmente importa, as escolas tratam como só mais uma matéria. E não é, não. História será mil vezes mais importante do que Geometria para mim, por que eu preciso estudá-la? Claro, é importante tratá-las na escola, mas não sempre disseram pra gente que a escola só serve mesmo pra passar no Vestibular? Então por que estudar matérias que não nos serão importantes?

É, acho que era isso que precisa sair de dentro de mim, uma lavagem da alma. Eu sei que não era realmente isso que eu queria escrever, não vou me enganar desse jeito, mas o que eu realmente queria escrever... Bom, digamos que eu ainda não esteja preparada psicológicamente para tratá-lo, porque quando eu começar a escrevê-lo é que eu encararei de verdade a realidade. E isso vai me doer horrores. As vezes é mais cômodo nos escondermos atrás da mentira; ela não nos machuca.