quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Não é preguiça.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Só um lembrete básico

Esqueçam tudo que eu falei ali embaixo. Perdoar só fode a gente mesmo.

domingo, 6 de março de 2011

Vênus em Peixes homossexual na casa 11

Eu estou sempre falando por aí "O que me ferra é o meu Vênus em Peixes homossexual" mas nunca ninguém me entende, não tem a mínima idéia do que eu estou falando. Então, aproveitando o embalo do post anterior (aquilo tudo é graças a nada mais, nada menos que o meu V. em Peixes me influenciando fortemente) resolvi vir aqui explicar (leia-se: dar ctrl+c ctrl+v de algum site de astrologia que darei os créditos) tudo sobre a minha linda e gay configuração astrológica que tem TUDO, MAS TUDO, MAS TUDO a ver comigo. Se você tiver paciência, leia tudo! Se não tiver... Até o próximo post :**

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Vênus natal no signo de Peixes

Vênus no signo de Peixes está no "estado cósmico" exaltado, quer dizer que a natureza do planeta Vênus se manifesta com esplendor e força no signo de Peixes.
A pessoa com Vênus em Peixes é abençoada com os atributos de Vênus ressaltados pelas qualidades do signo de Peixes: beleza, gosto refinado, amor, sensibilidade, arte.
O desafio para ela é como administrar tanta amorosidade, beleza, sensibilidade nesta sociedade, onde o amor e o sexo é vivido ainda de forma muito egoísta e primitiva. O amor de Vênus em Peixes é Universal, a pessoa com Vênus em Peixes, naturalmente terá uma amorosidade por todas as pessoas e seres deste mundo. Para uma pessoa com Vênus em Peixes, a família é importante, mas também os amigos, os animais, as plantas, a sociedade como um todo.
Aqui, o princípio do amor atinge o seu desenvolvimento evolucionário mais elevado; os nativos casam-se por amor, e outras razões não têm a menor consequência.Essas pessoas possuem elevada capacidade para compreender os sentimentos dos outros; sabem o que é estar na pele de outra pessoa. As pessoas com esta posição de Vênus são românticas e sensíveis. A não ser que recebam demonstrações claras de amor e afecto dos outros, sentem‑se sozinhas e desapontadas. A regência neptuniana de Peixes oferece a Vênus inspiração intuitiva, tornando estas pessoas capazes de recorrer a dimensões mais elevadas para obterem recursos nas suas criações artísticas, poéticas e musicais; muitos grandes compositores, poetas e artistas têm Vênus em Peixes.
Esta posição de Vênus provavelmente possui mais habilidades inatas para a criatividade artística do que outras colocações.
Como os nativos são muito sensíveis ao sofrimento dos outros, as pessoas podem aproveitar-se da sua compreensão, a menos que o seu discernimento esteja bem desenvolvido.
A sua extrema sensibilidade emocional significa que eles com frequência têm medo de serem magoados pela rejeição; assim, hesitam em expressar os seus sentimentos, sofrendo as angústias do amor em silêncio.
Algumas vezes perdem oportunidades românticas. Tendem a tornarem-se emocionalmente dependentes dos outros ou a tornar os outros emocionalmente dependentes deles.
O signo de Peixes leva a Vênus a se conectar na dimensão espiritual e energética, e para isto ela precisa no plano físico de proteção e cuidados, de outra maneira ela fica inundada de emoções e perde o controle da situação.
Tomara que os Deuses, Deusas e protetores dos amantes sempre a tenham na sua guarda e cuidados!

A casa onde se encontre Vênus falará dos assuntos onde ela se expressa com mais força. \/


Vénus na Décima Primeira Casa

Vénus na Décima Primeira Casa indica amizades sinceras e relacionamentos estabelecidos por meio de actividades em grupo.
A generosidade com os amigos assegura que esta será recebida deles. Por essa razão, as esperanças e desejos têm boa chance de se realizarem.
As amizades também são estabelecidas com artistas e músicos.

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Agora entendem a minha situação? Quando eu digo que o meu Vênus é homossexual, eu não estou brincando! E o pior é toooooooda aquela viadagem do Vênus em Peixes ser focado na casa 11, que é a de Amizade. Eu mereço isso, viu?

(fonte: http://www.astrothon.com e http://www.nova-lis.com/)

quinta-feira, 3 de março de 2011

A coisa mais importante do mundo é amar e ser amado em retorWHAT?

A minha vida inteira eu ouvi que eu era fria. Que eu não ligava, que eu não sentia saudades, que eu era na minha demais (e sou até hoje) e auto-suficiente. E posso até ser mesmo. Consigo viver dias a fio trancada no meu quarto, sozinha com o meu computador, sem precisar olhar na cara de ninguém. Aos olhos das pessoas, eu era um ser sem sentimentos e sem coração, já que todos precisam ficar o tempo grudadas nas outras
E hoje eu queria poder vir aqui e falar que sim, todos sempre estiveram certos, eu sou praticamente uma pedra e não tenho emoções, mas não posso falar isso. Porque eu não sou uma pedra, muito menos fria.
Eu sinto mais do que as outras pessoas. Fato. Não estou querendo ser pretensiosa ou nada do tipo, dizendo que eu sou mais sentimental e blá blá blá. Alias, na verdade, eu sou sim. Sou extremamente sentimental, um poço de sensibilidade, se quer saber. Compadeço-me facilmente com a situação dos outros, consigo me colocar no lugar do outro, choro facilmente se alguém faz uma grosseria comigo, palavras um pouquinho mais rudes me magoam, percebo de cara quando alguém está bravo comigo (tanto pelo pc quanto ao vivo). Não é porque tenho uma expressão fechada (pelo menos todo mundo sempre acha que eu estou mal humorada, é um inferno isso. Acabo ficando de mau humor só porque a pessoa perguntou ou implicou) que eu seja o poço de frieza que muitos fazem de mim. Também falam que eu sou meio fechada, não falo muito de mim e de meus problemas, mas na boa? Prefiro ouvir os outros do que apurrinhar os outros com meus pseudo problemas (o que eu tenho são dramas, tempestades em copo d'agua. Não posso reclamar de muita coisa da minha vida), tem muita gente que precisa mais que eu, e como eu gosto de ajudar as pessoas! Fazê-las se sentirem melhor só porque colocaram seus sentimentos para fora (e eu já tenho cara de pessoa compreensiva - e o melhor, eu não julgo os outros - então toda hora tem alguém desabafando comigo) eu amo ajudar os outros, dar apoio, levantar a auto-estima, ouvir alguém falando que está melhor... São coisas que me deixam feliz, de verdade mesmo. Fugi do foco, a intenção do post não é para falar de como eu gosto de virar a Madre Teresa e sair ajudando as pessoas (Importante: gosto de ajudar psicologicamente e energeticamente. Esse negócio de trabalho doméstico não é comigo. Se todo mundo que não lava louça for para o inferno, estarei lá com certeza.)
Voltando ao meu drama pessoal de amor... O que eu não tenho de gayzisse com relacionamentos (nunca fui aquelas bobas apaixonadas, que quase pulam da ponte quando o carinha pede) eu tenho com amizades e família em geral. Eu amo demais, eu sinto demais, dói demais. Meu coração transborda amor e arco-iris se tratando disso. Só de eu pensar em qualquer um que eu amo morrendo, meus olhos já se enchem de lágrimas e eu entro em desespero. E eu demoro pra falar "eu te amo", mas quando eu falo... Fudeu, eu amo de verdade. Aí a casa caiu pra mim, não tem mais volta, não tem como apertar o botão "delete" do meu coração. Porque eu amo mesmo. Amo tanto que meu coração dói e sinto vontade de apertar taaanto a pessoa, até virarmos uma só (Lembrei de Stellium, hum.). E eu perdoo fácil quem eu amo. Ridiculamente e odiadamente fácil. Porque eu amo. Não é idiota? O amor não é estúpido? Ah, o amor... "O amor nos faz agir como tolos". O amor faz a gente pisar no orgulho, cuspir na mágoa e colar o coração com super bonder. Só ele mesmo para nos salvar, para enxergar os outros com os olhos de Deus, não como humanos egoístas que somos, cheios de orgulho e uma pompa inexistente. Se a pessoa vem falar comigo, engolindo todo o orgulho dela e arrependida de ter agido mal, como posso não perdoar? Como priorizar mais o meu orgulho que o meu coração, meu amor por essa pessoa? Lembrando que Orgulho é um pecado capital, faz mal a pessoa. Só acaba com a gente e nos deixa com aquela falsa sensação de "sou foda". As pessoas confundem amor-próprio com orgulho. É fácil confundir. Amor-próprio é quando a pessoa pisa em você, pede desculpas só pra ficar de bem e depois pisa de novo. O amor-próprio precisa gritar mais alto e você precisa realmente arranjar um jeito de tirar essa pessoa que se achou no direito de se alojar em seu coração.
Orgulho já é quando a pessoa ficou mesmo arrependida, mas mesmo assim você não a perdoará porque feriu o seu ego. Doeu. E mesmo você continuando a amar essa pessoa, mesmo você precisando dela quase quanto precisa de ar, você não voltará atrás.
Isso é o orgulho e é por causa dele que muitas pessoas são infelizes.
Eu sou muuuuito orgulhosa e tenho vergonha disso em mim, mas meu orgulho não é do tipo que não perdoa, é do tipo que não vai atrás pra resolver a situação. Eu sei, erro meu, mas sou humana, certo? Não sou obrigada a ser boazinha e Jesus 100%.


É, eu sou dessas. Amo as pessoas, perdoo quem eu gosto e odeio guardar rancor, me processem.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tempo para tudo e Escrever um ato solitário

"Puxo a caneta e o caderno e sinto as palavras fluindo, as idéias chegando, lembro dos sonhos que tive, volto nas palavras chaves que anotei. Logo a folha está cheia, o meu celular joga música em meus ouvidos, como se fosse apenas o barco que me leva além. Tudo a minha volta some e estou com os pés literalmente na fantasia.

Posso ver todos eles como se estivesse, num plano maior, vozes e sussurros. Eles passam por mim que pareço vê-lo em planos diferentes. Basta escolher quem seguir e assistir. (...)

Escrever um livro é deliciosamente cruel. Às vezes, sinto-me presa e confusa; outras tantas, transbordando de ideias e, de tão cansada, não consigo sequer escrevê-las no papel.

(...) As vozes dos personagens nos meus ouvidos, suas aventuras e seus crimes, paixões nos meus olhos… Observo-os de perto e não tenho como fugir. Participo e sou testemunha até o fim.

Há tanto a ser dito que já reservei um caderno para eles. (...) A cada página, sinto-me completando os passos que dei e os vejo tão fortes e independentes…

(...) Como deixar a fantasia quando ela é minha melhor amiga? Como os amigos, devemos ser fiéis. Novos personagens, uma aventura nova a seguir. Mistério e terror, amor e paixão. (...)"

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Estes são dois pedaços de dois textos do blog da minha autora favorita, a Nazarethe Fonseca, escritora da série Alma e Sangue. Como todos sabem, é o meu livro favorito e eu sou completamente apaixonada pela narrativa dessa mulher. O carinho que ela tem por seus personagens, pela sua história, pelo ato de escrever... Ela consegue passar tudo para mim enquanto eu leio os seus livros, me sinto realmente embarcada no universo mágico e original que ela criou. Me identifiquei muito com esses textos, não poderia deixar de postá-los =)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

.

Eu nem ia postar o texto de baixo, ficou incoerente e aleatório demais. Mas bom, gostei do detalhe das minha pernas grossas hehe.

Não-feiura

Post aleatório esse, estava pensando cá aqui com meus botões e me deu vontade de escrever (sorte minha da internet não estar lerda, teria desanimado de escrever)
Sabe, nunca ninguém me disse que eu sou feia. Ninguém, muito pelo contrário. Sempre recebi elogios, falando que eu sou linda e absoluta, essas coisas assim. Também nunca falaram mal do meu corpo (com excessão da minha mãe e meu pai, beijo mãe!), sempre falam que o meu corpo é bonito e blá blá blá.
Não é um post pra eu me gabar "Olha como eu sou foda: todos me acham bonita, ajoelhem-se pobres mortais e reverenciem a encarnação da beleza na Terra!" Não, nada disso. Na verdade, a parada é bem ao contrário mesmo, tipo, se todos falam isso pra mim, era pra eu ter a auto-estima lá em cima, né? Se eu ando na rua e eu percebo todos os olhares focados em mim, era para eu me achar a fodona e pisar em vários corações com salto fino, certo? Então por que diabos tenho esse péssimo problema com a merda da minha auto-estima?
Coloco a porra de uma blusa sem manga e lá estão meus braços geneticamente gordos (obrigada familia da minha avó!) me falando o seguinte: "Você pode até colocar uma bata, mas nós falaremos para o mundo o que está escondido por detrás desse pano solto que não marca a barriga" Ok, cool, muito gentil da parte de vocês! Ai eu vou lá e coloco uma blusa com manga e fica estufadinha na manga, que linda! Me olho no espelho e percebo que não tenho o padrão anoréxico-quase-morrendo-de-aids das meninas da minha idade. Tenho cintura, mas tenho alguns pneuzinhos escapando. Minhas pernas são grossas (estou plagiando personagens, bjs) e eu tenho quadril.
Sei lá, perdi o foco no meio do texto. Nem lembro mais o que eu quis dizer com isso tudo. Surgiu porque eu fui ao banheiro e tava olhando a minha cintura, ai senti vontade de colocar essas paradas pra fora. Quer dizer, qual é o problema da gente ter o corpo da gente? Se tá bonito do jeito que tá, se não estou parecendo uma obesa bizarramente gorda, qual é o problema de ficar assim? Por que preciso tanto emagrecer e ficar igual a capa de revista, se todos falam que estou bem assim e chamo mais atenção do que muita menina magrela por aí?
Não sei, coisas bizarras da sociedade...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Inimigo Declarado.

Pela astrologia, existem 12 casas astrológicas e cada uma delas existe um significiado na vida das pessoas. A contagem das casas começa pelo seu ascendente, ou seja eu, que tenho o ascendente em Touro, tenho casa 1 em Touro (como eu já fiz um post sobre isso, falando de toooooodas as minhas casas!), casa 2 em Gemeos, casa 3 em Câncer, casa 4 em Leão, casa 5 em Virgem, casa 6 em Libra e, aonde eu queria chegar, casa 7 em Escorpião.
A casa 7 é oposta a casa 1, onde quando a casa 1 é representada pelo Eu, a casa 7 representa o Outro. É a casa dos relacionamentos, dos namorados, do que nos atrai. Eu, por ter casa 7 em escorpião, sempre ficarei atraida por pessoas bastante escorpianas ou plutonianas (Plutão, regente de Escorpião). Não é preciso ter o signo solar em Escorpião, pode ter também planetas fortes em escorpião para acontecer a atração, pelo menos é isso que diz a minha casa 7. E acho que ela tem razão; eu adoro o signo de escorpião, eles são intensos, verdadeiros, misteriosos... Tudo aquilo que fica sempre lindo em um personagem de ficção Sobrenatural, dando sempre aquele ar de perigo as histórias. Mas na vida real acho que isso não dá muito certo, pelo menos na minha. Não sou pisciana o bastante para aturar a crueldade e o rancor do Escorpião. Não consigo abaixar a cabeça, ficar quieta e aturar o veneno escorpiano. Não, são poucos os escorpianos que eu consigo me relacionar de verdade (a facilidade de relacionamento que eu tenho com os piscianos e cancerianos, me foge com os escorpianos), o que me leva para o outro lado da casa 7: o do Inimigo Declarado.
As coisas são meio radicais na astrologia, se tratando de casas opostas: ou você AMA a pessoa do signo, ou a ODEIA. O que faz eu ter como inimigo declarado, o signo de escorpião. Que sorte a minha, não é? Quase a mesma coisa que comprar briga com o chefe de uma máfia (hahaha, trocadilhos com Stellium aqui). Ou seja, Escorpianos irão me amar ou me odiar, não tem meio termo. Aquela frase básica: quente ou frio, morno eu vomito. Basicamente assim será o nosso relacionamento, sempre misterioso e meio tenso (Porque olha que legal, tenho Plutão nessa mesma casa!!!). Então, o negócio é relaxar, ignorar todos os escorpianos que vierem me encher o saco e ser feliz =) Eu gosto desse signo, de verdade mesmo, mas um relacionamento não depende só de mim, certo? Pra mim é mais fácil esquecê-los e ficar perto dos piscianos, cancerianos, taurinos e virginianos. Sempre fui de me dar bem em relacionamento com esses signos, raramente me fizeram sofrer. E como eu não sou a Lilith, prefiro pessoas que não me façam mal.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A dama e o rottweiller

"A primeira vez em que fui à casa dela – casa mesmo, não apê – ela apareceu na porta, fez sinal para eu esperar e desapareceu lá dentro. Será que eu havia chegado em má hora? Ué, mas havíamos combinado. Então ela voltou e disse:

– Desculpe, eu estava prendendo o cachorro.

Falei que poderia deixá-lo solto, eu não tinha medo. Ela me conduziu até os fundos da casa e foi então que vi a fera. Gelei.

– Ele parece ter ódio do mundo – comentei.

– E tem – ela confirmou.

Disse também que ela estava respondendo a um processo por um ataque do cão a um vizinho.

– O que o moço fez para merecer?

– Olhou pro bicho de um jeito que ele não gostou. Quer mesmo que eu o solte?

Voltamos para a sala e tentamos conversar enquanto aquele anjo, nos fundos da casa, latia sem cansaço. Um monstro que se magoa quando lhe olham feio. Antes de ir embora, fui explicitamente irônica:

– Por que não um poodle?.

Isso tudo foi em São Paulo, e nossa amizade persistiu graças a e-mails e telefonemas, mas depois de uns anos voltamos a nos encontrar, dessa vez em Porto Alegre, onde ela estava morando. Mais uma vez, fui visitá-la em sua casa – casa mesmo, não apê – e ela demorou para abrir a porta. De novo. Foi prender o cachorro, pensei.

Quando ela apareceu abotoando a blusa, percebi que o atraso não se devia a nenhum cachorro. Mas era. Ela pediu para eu entrar e me apresentou ao seu novo namorado.

Parecia um animal. Rosnava. Tinha o aspecto de um homem com ódio do mundo, e nem perguntei a fim de confirmar. Ele apertou minha mão, dizendo oi e adeus ao mesmo tempo, pois tinha algo a fazer na rua. Soltou um comentário grosseiro para minha amiga e saiu pela porta. Tive vontade de perguntar para ela:

– Algum vizinho já está te processando?

Porém, mesmo sem perguntar nada, ela acabou me contando. Era um homem selvagem, de fato. Bruto. Rude. E tinha ódio do mundo – claro. Não sabia conversar, mas era expert em latir. Por que não me surpreendi?

Ela continuou: ele não a acompanhava em eventos sociais, e quando saía, arranjava briga com qualquer um que ousasse olhar feio pra ele.

– E quem olhava feio pra ele? – tive curiosidade em saber.

– Qualquer pessoa que tivesse ousado nascer.

Ele preferia ficar sozinho com ela, pois detestava seus amigos e não confiava em ninguém que se aproximasse.

– Você o prende nos fundos da casa?.

– Metaforicamente, é como se eu o prendesse.

A pergunta final seria óbvia:

– Por que não um poodle?

Mas não perguntei. Eu sabia que um poodle não lhe daria aquele rosto satisfeito que testemunhei, quando ela surgiu na porta da casa abotoando a blusa."


(Martha Medeiros)
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Dou um beijo em quem descobrir o motivo de ter postado esse texto da Martha :*
(a tag vai dar dica)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

4 horas da manhã.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Estou apaixonada.

Ontem finalmente eu me livrei do meu Várzea-Casulo (de 2 meses! Todo mundo tentou me arrancar de casa, mas não quis sair de lá 8D) e fui de encontro para a civilização comer comida japonesa, Yogoberry e fazer compras <3 Fui com a minha dinda na Antonella e ficamos lá durante quase uma hora (não por minha causa, eu ODEIO ficar muito tempo em loja. Gosto de escolher rápido, experimentar e pagar. Pronto. Vai me dando muita aflição ficar dentro de uma loja com vendedoras frenéticas andando de um lado para o outro e clientes histéricas, pegando sapatos e bolsas na promoção como selvagens. Chegando na loja, olhei tudo várias e várias vezes, mas nenhum sapato havia ganhado meu coração. Eram sandálias sem nada de mais, o que me deixava bem frustrada (fala sério! Uma loja inteirinha em promoção e você não encontra nada que você gosta!) Foi então que eu a vi. No mesmo momento, ela olhou para mim e gritou: "Me experimenta!!!" Não resisti. Segurei-a. Olhei-a demoradamente. Foi amor, eu sei que foi. Um clima de paixão e felicidade nos conectou e, quando eu dei por mim, já estava no caixa pagando pela minha sapatilha <3 Fiquei horas e horas olhando para os meus pés no espelho, amando-a cada vez mais. Estamos compartilhando momentos únicos desde então, toda hora eu paro tudo para olhá-la e admirar sua beleza de sapatinho estilo anos 50.


Meu novo amor

Fomos feitas para ficarmos juntas


A única coisa que ferrou a minha vida foi o forro de trás, que eu desconfio que seja de um material parecido com o papel e que arrebentou minha pele toda, deixando feridas horrendas.

Estilista fail que acha que pra ser bonito, tem que fazer o pé sangrar


Preciso urgentemente arranjar alguma coisa para proteger minha pele e não deixar meu pé em carne viva. Caso não arranje, usarei minha sapatilha de enfeite e ficarei a admirando no espelho de casa.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Choro.

Eu choro e se choro não é por vaidade ou por forjamento de personalidade. Choro porque necessito esvaziar a alma, choro porque são tantas emoções guardadas. Choro porque preciso, choro porque me faz bem. Grandes emoções me remetem a pequenas lágrimas de arte líquida. Alma de artista é complicada, complexa. O que não sai pela arte, sai pelos olhos. Pensamentos perturbados, emoções fortes, pequenas coisas que ninguém mais sente. Eu sinto. E, ao sentir, só me resta duas alternativas: ou coloco como arte ou será expelido pelas lágrimas. E como não tenho sempre um papel e lápis na mão, é a razão para viver de orber molhadas e cilios grudados. Se choro, é pelo meu bem. Não sei controlar, talvez nunca aprenda. Se me ensinassem, capaz de eu não querer aprender. Eu sou cada lágrima que sai de mim, cada palavra escrita, cada linha traçada. Mudar ou controlar qualquer uma destas seria tentar controlar a mim e aos meus sentimentos. Sou o que sou, impossivel de mudar. Não voltarei atrás e me mal-dizer por começar a escrever estas linhas. Se escrevi por impulsão, é a maior prova do quanto meu chororô se confunde as minhas emoções a flor-da-pele. E garanto a você: nenhuma das minhas lágrimas foi planejada.


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Minha avó Vera é pianista. Ela é do tipo de pessoa que nasceu para a música e que só de ouvir uma melodia, ela ouve as notas gritando dentro da cabeça dela (ex: SOL! LÁ! RÉ! MI!) eu sempre achei isso o máximo e sempre também tive um pouco de invejinha. "Deve ser tão mágico ouvir as notas!" pensava eu (e ainda penso) quando tocava uma música e eu, automaticamente, virava para minha avó e falava "Diz as notas, vó!" Ela me olhava com uma cara de brava por ter lembrado ela disso (ela odeia escutar as notas em vez da música) e começava com seu repertório de sol, lá, ré, mi... E eu lá, maravilhada, encantada. Minha avó também sempre me disse que ficava com notas gritando na cabeça dela, implorando para ela ir para um piano e libertar toda a música que ficava enclausurada em sua cabeça. Dizia que ficava com uma pressão músical horrivel na cabeça, mas só se via liberta quando deixava os dedos soltos nas teclas moles e fazia a música acontecer. Mas dessa eu não tenho inveja pois eu sei exatamente o que ela sente, só que em outro patamar: eu sou assim com a escrita. Eu fico o dia inteiro com palavras, textos, idéias me socando o cérebro, me obrigando a colocar tudo pra fora. É angustiante. Surgem palavras, poemas, narrações em milésimos de segundo na minha mente e, se eu não colocar pra fora e acabar perdendo o que tinha para escrever, é como se fosse uma perda horrivel, como se não tivesse dito algo que pudesse salvar a vida de alguém. E como já dizia a Clarice Lispector, eu escrevo pra salvar a minha vida. Se não fosse a escrita, se não fosse a literatura, o que seria de mim? As palavras são meu psicólogo, minha válvula de escape. Crio textos e episódios baseados em meus sentimentos, quem eu sou de verdade. Nenhum episódio meu surge do nada, sem cunho emocional. Todos sempre fazem parte da minha emoção na hora, de como me sentia. É tudo tão mágico e fantástico, tão surreal de aconchegante, que as pessoas chegam a achar que eu sou louca. Minha avó Vera mesmo é uma que eu não consigo entender como ela não me entende neste aspecto. Ela passa por este mesmo processo enlouquecedor com a música, mas acha estranho eu passar por isso com as palavras. Vai entender, né? Não acho que nenhuma arte seja melhor do que a outra, cada um tem seu valor diante de cada indivíduo e mexe com ele de maneiras diferentes. Sou ligada a todos os tipos de arte, mas nada mexe mais comigo do que a escrita. Tanto é que eu só gosto de uma música quando a letra é boa. Pode ter uma melodia incrível, mas se a letra for um lixo, sem chance. Eu não vou gostar.

Este texto aí de cima (o primeiro) eu escrevi hoje de manhã, antes de dormir. Eu estava indo ao banheiro quando as palavras começaram a brotar que nem flores e eu corri que nem uma desesperada pro meu quarto, peguei minha lapiseira e um caderno e comecei a escrever tudo o que me vinha a cabeça. A caligrafia ficou horrenda parece mais uma pintura rupestre do que qualquer coisa escrita por mim (não que minha letra seja bonita, mas vá, nada barra a letra desse texto). E como eu escrevi no calor da emoção, com as palavras surgindo uma atrás da outra, não vou modificar e nem consertar este texto. Seria como se eu estivesse modificando a sua essencia, o que estava sentindo na hora. Deixá-lo bonitinho e aceitável só irá tirar a real mensagem que eu quis passar. Estética não é tudo em um texto. Uso a escrita para desabafo, para mostrar quem sou. E de manhã, quando eu escrevi este texto, eu era exatamente do jeito que está ali subentendido. Meu eu de agora não pode modificar o eu de antes, somos a mesma pessoa, mas diferentes em diversos momentos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Em Meados Do Verão

"Então ele disse:
"Tudo bem se nós apenas sentarmos e conversarmos um pouco se, em troca pelo seu tempo, eu te der esse sorriso?"

Então ela disse:
"Tudo bem, se você puder me prometer não partir meu coraçãozinho e me deixar sozinha em meados do verão"

Tudo era dourado quando o dia conheceu a noite."

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Licença Creative Commons

A obra Stellium de Thaísa Hossmann foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Permissões adicionais ao âmbito desta licença podem estar disponíveis em http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=16111418340641721753&rl=t.

Háááá ♥

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Praia - 2


(depois posto aqui)

Praia - 1




Os soluços de seu choro eram abafados pelo quebrar violento das ondas douradas que, sempre que vinham em direção a praia e batiam com força na areia mole, rugiam como feras enfurecidas, querendo marcar território. Alguns respingos daquele mesmo mar violento vinham simpáticos, quase consoladores e acariciavam o rosto e corpo da menina que chorava copiosamente. A brisa marítima vinha salgada e fresca, fazendo os cabelos dançarem desordenadamente no ar. O sol estava se pondo e ela observava aquela bola de fogo brilhante em um tom alaranjado sumir por detrás do mar aos poucos. O céu estava com uma tonalidade rosa e azul claro, dando a impressão de que estava dentro de um sonho infantil e que poderia ver unicórnios voando por ali a qualquer momento. Sorriu. Aquela não era a hora mais apropriada para ir a praia mas e dai? Também não estava de biquini, era como se não fizesse parte mesmo daquele cenário. Quando sentiu os olhos esquentarem e os cilios pinicarem pela primeira vez naquele dia, percebeu que não queria ficar em casa. Não com eles, não depois da grosseiria horrivel que tivera que ouvir. Sua primeira reação fora subir as escadas correndo, se livrar do inocente pijama rosa de ursinhos e vestir uma blusa sem mangas verde-limão, uma bermuda jeans apertada, uma sapatilha vermelha e uma bandana na cabeça desta mesma cor. Havia olhado para o celular, olhado de novo e, no final, decidira deixá-lo em casa. Não queria ser encontrada, queria ficar sozinha e longe de qualquer um. Só precisava ir para um lugar onde poderia chorar alto a vontade e ninguém viria se desculpar por pena. Aquele fora doera mais do que qualquer outro que já havia tomado desde que começaram a namorar, jamais imaginara que sentiria o coração estilhaçado daquela maneira depois de ouvir o que ouviu. Limpou as lágrimas com o peito dos dedos, engolindo soluços. Não sabia como voltaria para casa, logo escureceria e ficaria perigoso, mas ela não sabia nem como levantar, suas pernas não obedeciam. Só de tentar colocar alguma força nelas, elas tremiam como gelatina e faziam seu quadril voltar para a areia. Suspirou pesadamente. É, talvez seja bom eu ser morta e estuprada aqui de noite mesmo, talvez assim ele fique arrependido, pensou a menina, entre um suspiro e outro. O fato é que ela não queria que ele ficasse arrependido porque ela morrera, mas sim por ter agido como um idiota insensível.



Continuar depois. (E revisar depois, também)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Stalkeação

Eu sou stalker. Muita coisa mesmo. To sempre fuxiando a vida dos meus lindos amiguinhos. Desde ontem eu estava olhando os arquivos do blog da minha amiga Jéssica (oi Jeh, beijo pra você que está lendo isso agora ;*) e encontrei um texto que se encaixa perfeitamente comigo (o que não é novidade; nós duas compartilhamos essa necessidade esquizofrenica de escrever). Bom, se fosse qualquer outra pessoa, eu teria pedido autorização pra postar o texto, mas como é a Jeh, sei que ela não vai se importar, ela me ama demais para isso 8D
Aqui vai:

"Não há nada que me complete mais do que escrever. Não é como se eu tivesse um hobby ou me esforçasse pra ter uma pose de "pseudo-intelectual-de-humanas", apenas preciso escrever, eu não peço que ninguém entenda essa minha necessidade, porque para os outros juntar meia duzia de palavras nunca terá a mesma importância que tem pra mim.
Também não estou menosprezando todas as outras coisas que faço e todas as outras pessoas que conheço, mas é diferente, eu realmente amo escrever, é minha paixão. Me fascina quando escrevo algo e alguém que nunca
me viu e nem sabe quem eu sou se identifica e diz saber como eu me sinto, pra mim não faz sentido como todos os outros conseguem viver sem essa sensação. É a mesma coisa quando eu leio algo e consigo sentir o que a pessoa quis passar, adoro perceber e conseguir passar emoções por algo que deveria ser completamente frio, como um computador, por exemplo.
Quando sou criticada pela forma como escrevo não consigo me sentir ofendida, porque é o mesmo que dizer que alguém está respirando de forma incorreta, pra mim escrever é tão necessário e vital quanto respirar e isso não é ceninha de garotinha de humanas, é mais que isso. Eu não me imagino fazendo outra coisa, não consigo enxergar isso, porque quando tudo vai embora e todas as minhas palavras já se calaram e não sei mais o que fazer, vir aqui e escrever é tudo o que me resta. É a parte de mim que eu não abriria mão jamais, porque eu deixaria de ser eu mesma.
Eu não faço questão nenhuma de usar palavras bonitas ou de tentar ser o que não sou, o que tem escrito aqui é a parte mais crua de mim, é o que ninguém vê, porque sou incapaz de demonstrar de outra forma. Não escrevo pra chamar atenção, escrevo porque preciso disso pra ser completa, se não consegue ver a importancia disso pra mim, se é incapaz de compreender o que digo aqui apenas se esforce para respeitar. Caso não saibam, quando não temos a capacidade de entender uma coisa temos de respeitá-la e não julgá-la, é que ao julgar o que não conhecemos podemos acabar fazendo papel de idiotas."


(É, Jeh querida, eu sei que desenterrei legal, mas não é engraçado como essas mesmas palavras de quase 4 anos atrás ainda nos descrevem completamente? Obrigada por me aturar com Stellium e com a minha encheção de saco com a nossa fic. Eu amo você e nossas necessidades literárias compulsivas )

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E agora começa aquela crise chata de achar que todos escrevem melhor do que eu. Queria saber o que acontece comigo; escrevo, escrevo, escrevo, mas no final parece que nada muda ou que eu nunca saí do lugar. A idéia de cortar as mãos para nunca mais sofrer com a minha literatura de bar está cada dia mais sedutora. O problema vai ser se eu aprender a escrever com o dedo dos pés. É, Thaísa, escritor só sofre nessa vida, sabia não?

Eu tinha que escrever mais.

Toda hora eu venho tentar escrever alguma coisa aqui, mas parece que eu ando meio travada pra escrever sobre mim. Engraçado, né? Eu sempre estou escrevendo coisas sobre Stellium, mas na hora de escrever sobre mim, eu simplesmente travo, não sei bem o que falar. Uma vozinha dentro da minha cabeça chega a me acusar, falando coisas do tipo "Você não tem vida, não tem o que escrever!" Tá, ela poderia até estar certa, SE eu fosse um desses adolescentes normais que precisam ter vida social contínua (pobre dessas pessoas, são tão chatas que não conseguem ficar sozinhas um segundo com elas mesmas!) e que agoram ficam em casa, longe dos outros e isolados da sociedade. Não, não é meu caso. Meu mundo de verdade acontece dentro da minha cabeça, só Deus sabe (e outros escritores, também) sabem o que é ter vidas e vidas acontecendo dentro da sua cabeça. E eu fico tão focada em todas essas histórias que simplesmente esqueço de mim mesma. Olha que coisa de gênio doente que acaba se matando pelo mundo não o entender: eu renuncio a minha vida em prol da arte, de escrever, de criar mundos dentro da minha cabeça e passá-los para o papel. Eu esqueço completamente de escrever sobre mim, sobre minha vida, minha família, amigos e o que for. Quando eu penso em escrever, a primeira coisa que eu penso é em Stellium. E como vou organizar a zona que eu criei. Eu fico tão focada na minha imaginação que, se eu estiver comendo enquanto penso nisso, meu estomago fica embrulhado e eu quase não como (serve também como técnica pra emagrecimento, não é?)
O que me leva a seguinte questão: eu tinha que escrever mais. Não escrever mais sobre Stellium ou qualquer outra história, mas sim, minha vida e meus pensamentos. Sei lá, a idéia de ficar isolada em uma torre escrevendo até o final dos meus dias me parece bastante aconchegante, mas sei que não posso fazer isso (obrigada a Deus por me fazer nascer capricorniana e com os pés relativamente no chão. Se eu fosse pisciana, estava fudida.)Claro que não posso fazer isso, mesmo porque não conheço nenhuma torre isolada do mundo. O que eu preciso mesmo é escrever sobre mim mais, dar mais atenção as minhas idéias e conseguir escrever sobre os dois (eu e Stellium). Acho que consigo fazer isso, sou uma escritora, não sou? (Embora ultimamente tenho me sentido a pior escritora de todas e sinto vontade de cortas as minhas mãos para nunca mais escrever nada, mas enfim) Vou tentar conciliar os dois, acho que consigo. Agora, se eu vou conseguir... Só Deus sabe.