segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tempo para tudo e Escrever um ato solitário

"Puxo a caneta e o caderno e sinto as palavras fluindo, as idéias chegando, lembro dos sonhos que tive, volto nas palavras chaves que anotei. Logo a folha está cheia, o meu celular joga música em meus ouvidos, como se fosse apenas o barco que me leva além. Tudo a minha volta some e estou com os pés literalmente na fantasia.

Posso ver todos eles como se estivesse, num plano maior, vozes e sussurros. Eles passam por mim que pareço vê-lo em planos diferentes. Basta escolher quem seguir e assistir. (...)

Escrever um livro é deliciosamente cruel. Às vezes, sinto-me presa e confusa; outras tantas, transbordando de ideias e, de tão cansada, não consigo sequer escrevê-las no papel.

(...) As vozes dos personagens nos meus ouvidos, suas aventuras e seus crimes, paixões nos meus olhos… Observo-os de perto e não tenho como fugir. Participo e sou testemunha até o fim.

Há tanto a ser dito que já reservei um caderno para eles. (...) A cada página, sinto-me completando os passos que dei e os vejo tão fortes e independentes…

(...) Como deixar a fantasia quando ela é minha melhor amiga? Como os amigos, devemos ser fiéis. Novos personagens, uma aventura nova a seguir. Mistério e terror, amor e paixão. (...)"

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Estes são dois pedaços de dois textos do blog da minha autora favorita, a Nazarethe Fonseca, escritora da série Alma e Sangue. Como todos sabem, é o meu livro favorito e eu sou completamente apaixonada pela narrativa dessa mulher. O carinho que ela tem por seus personagens, pela sua história, pelo ato de escrever... Ela consegue passar tudo para mim enquanto eu leio os seus livros, me sinto realmente embarcada no universo mágico e original que ela criou. Me identifiquei muito com esses textos, não poderia deixar de postá-los =)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

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Eu nem ia postar o texto de baixo, ficou incoerente e aleatório demais. Mas bom, gostei do detalhe das minha pernas grossas hehe.

Não-feiura

Post aleatório esse, estava pensando cá aqui com meus botões e me deu vontade de escrever (sorte minha da internet não estar lerda, teria desanimado de escrever)
Sabe, nunca ninguém me disse que eu sou feia. Ninguém, muito pelo contrário. Sempre recebi elogios, falando que eu sou linda e absoluta, essas coisas assim. Também nunca falaram mal do meu corpo (com excessão da minha mãe e meu pai, beijo mãe!), sempre falam que o meu corpo é bonito e blá blá blá.
Não é um post pra eu me gabar "Olha como eu sou foda: todos me acham bonita, ajoelhem-se pobres mortais e reverenciem a encarnação da beleza na Terra!" Não, nada disso. Na verdade, a parada é bem ao contrário mesmo, tipo, se todos falam isso pra mim, era pra eu ter a auto-estima lá em cima, né? Se eu ando na rua e eu percebo todos os olhares focados em mim, era para eu me achar a fodona e pisar em vários corações com salto fino, certo? Então por que diabos tenho esse péssimo problema com a merda da minha auto-estima?
Coloco a porra de uma blusa sem manga e lá estão meus braços geneticamente gordos (obrigada familia da minha avó!) me falando o seguinte: "Você pode até colocar uma bata, mas nós falaremos para o mundo o que está escondido por detrás desse pano solto que não marca a barriga" Ok, cool, muito gentil da parte de vocês! Ai eu vou lá e coloco uma blusa com manga e fica estufadinha na manga, que linda! Me olho no espelho e percebo que não tenho o padrão anoréxico-quase-morrendo-de-aids das meninas da minha idade. Tenho cintura, mas tenho alguns pneuzinhos escapando. Minhas pernas são grossas (estou plagiando personagens, bjs) e eu tenho quadril.
Sei lá, perdi o foco no meio do texto. Nem lembro mais o que eu quis dizer com isso tudo. Surgiu porque eu fui ao banheiro e tava olhando a minha cintura, ai senti vontade de colocar essas paradas pra fora. Quer dizer, qual é o problema da gente ter o corpo da gente? Se tá bonito do jeito que tá, se não estou parecendo uma obesa bizarramente gorda, qual é o problema de ficar assim? Por que preciso tanto emagrecer e ficar igual a capa de revista, se todos falam que estou bem assim e chamo mais atenção do que muita menina magrela por aí?
Não sei, coisas bizarras da sociedade...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Inimigo Declarado.

Pela astrologia, existem 12 casas astrológicas e cada uma delas existe um significiado na vida das pessoas. A contagem das casas começa pelo seu ascendente, ou seja eu, que tenho o ascendente em Touro, tenho casa 1 em Touro (como eu já fiz um post sobre isso, falando de toooooodas as minhas casas!), casa 2 em Gemeos, casa 3 em Câncer, casa 4 em Leão, casa 5 em Virgem, casa 6 em Libra e, aonde eu queria chegar, casa 7 em Escorpião.
A casa 7 é oposta a casa 1, onde quando a casa 1 é representada pelo Eu, a casa 7 representa o Outro. É a casa dos relacionamentos, dos namorados, do que nos atrai. Eu, por ter casa 7 em escorpião, sempre ficarei atraida por pessoas bastante escorpianas ou plutonianas (Plutão, regente de Escorpião). Não é preciso ter o signo solar em Escorpião, pode ter também planetas fortes em escorpião para acontecer a atração, pelo menos é isso que diz a minha casa 7. E acho que ela tem razão; eu adoro o signo de escorpião, eles são intensos, verdadeiros, misteriosos... Tudo aquilo que fica sempre lindo em um personagem de ficção Sobrenatural, dando sempre aquele ar de perigo as histórias. Mas na vida real acho que isso não dá muito certo, pelo menos na minha. Não sou pisciana o bastante para aturar a crueldade e o rancor do Escorpião. Não consigo abaixar a cabeça, ficar quieta e aturar o veneno escorpiano. Não, são poucos os escorpianos que eu consigo me relacionar de verdade (a facilidade de relacionamento que eu tenho com os piscianos e cancerianos, me foge com os escorpianos), o que me leva para o outro lado da casa 7: o do Inimigo Declarado.
As coisas são meio radicais na astrologia, se tratando de casas opostas: ou você AMA a pessoa do signo, ou a ODEIA. O que faz eu ter como inimigo declarado, o signo de escorpião. Que sorte a minha, não é? Quase a mesma coisa que comprar briga com o chefe de uma máfia (hahaha, trocadilhos com Stellium aqui). Ou seja, Escorpianos irão me amar ou me odiar, não tem meio termo. Aquela frase básica: quente ou frio, morno eu vomito. Basicamente assim será o nosso relacionamento, sempre misterioso e meio tenso (Porque olha que legal, tenho Plutão nessa mesma casa!!!). Então, o negócio é relaxar, ignorar todos os escorpianos que vierem me encher o saco e ser feliz =) Eu gosto desse signo, de verdade mesmo, mas um relacionamento não depende só de mim, certo? Pra mim é mais fácil esquecê-los e ficar perto dos piscianos, cancerianos, taurinos e virginianos. Sempre fui de me dar bem em relacionamento com esses signos, raramente me fizeram sofrer. E como eu não sou a Lilith, prefiro pessoas que não me façam mal.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A dama e o rottweiller

"A primeira vez em que fui à casa dela – casa mesmo, não apê – ela apareceu na porta, fez sinal para eu esperar e desapareceu lá dentro. Será que eu havia chegado em má hora? Ué, mas havíamos combinado. Então ela voltou e disse:

– Desculpe, eu estava prendendo o cachorro.

Falei que poderia deixá-lo solto, eu não tinha medo. Ela me conduziu até os fundos da casa e foi então que vi a fera. Gelei.

– Ele parece ter ódio do mundo – comentei.

– E tem – ela confirmou.

Disse também que ela estava respondendo a um processo por um ataque do cão a um vizinho.

– O que o moço fez para merecer?

– Olhou pro bicho de um jeito que ele não gostou. Quer mesmo que eu o solte?

Voltamos para a sala e tentamos conversar enquanto aquele anjo, nos fundos da casa, latia sem cansaço. Um monstro que se magoa quando lhe olham feio. Antes de ir embora, fui explicitamente irônica:

– Por que não um poodle?.

Isso tudo foi em São Paulo, e nossa amizade persistiu graças a e-mails e telefonemas, mas depois de uns anos voltamos a nos encontrar, dessa vez em Porto Alegre, onde ela estava morando. Mais uma vez, fui visitá-la em sua casa – casa mesmo, não apê – e ela demorou para abrir a porta. De novo. Foi prender o cachorro, pensei.

Quando ela apareceu abotoando a blusa, percebi que o atraso não se devia a nenhum cachorro. Mas era. Ela pediu para eu entrar e me apresentou ao seu novo namorado.

Parecia um animal. Rosnava. Tinha o aspecto de um homem com ódio do mundo, e nem perguntei a fim de confirmar. Ele apertou minha mão, dizendo oi e adeus ao mesmo tempo, pois tinha algo a fazer na rua. Soltou um comentário grosseiro para minha amiga e saiu pela porta. Tive vontade de perguntar para ela:

– Algum vizinho já está te processando?

Porém, mesmo sem perguntar nada, ela acabou me contando. Era um homem selvagem, de fato. Bruto. Rude. E tinha ódio do mundo – claro. Não sabia conversar, mas era expert em latir. Por que não me surpreendi?

Ela continuou: ele não a acompanhava em eventos sociais, e quando saía, arranjava briga com qualquer um que ousasse olhar feio pra ele.

– E quem olhava feio pra ele? – tive curiosidade em saber.

– Qualquer pessoa que tivesse ousado nascer.

Ele preferia ficar sozinho com ela, pois detestava seus amigos e não confiava em ninguém que se aproximasse.

– Você o prende nos fundos da casa?.

– Metaforicamente, é como se eu o prendesse.

A pergunta final seria óbvia:

– Por que não um poodle?

Mas não perguntei. Eu sabia que um poodle não lhe daria aquele rosto satisfeito que testemunhei, quando ela surgiu na porta da casa abotoando a blusa."


(Martha Medeiros)
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Dou um beijo em quem descobrir o motivo de ter postado esse texto da Martha :*
(a tag vai dar dica)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

4 horas da manhã.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Estou apaixonada.

Ontem finalmente eu me livrei do meu Várzea-Casulo (de 2 meses! Todo mundo tentou me arrancar de casa, mas não quis sair de lá 8D) e fui de encontro para a civilização comer comida japonesa, Yogoberry e fazer compras <3 Fui com a minha dinda na Antonella e ficamos lá durante quase uma hora (não por minha causa, eu ODEIO ficar muito tempo em loja. Gosto de escolher rápido, experimentar e pagar. Pronto. Vai me dando muita aflição ficar dentro de uma loja com vendedoras frenéticas andando de um lado para o outro e clientes histéricas, pegando sapatos e bolsas na promoção como selvagens. Chegando na loja, olhei tudo várias e várias vezes, mas nenhum sapato havia ganhado meu coração. Eram sandálias sem nada de mais, o que me deixava bem frustrada (fala sério! Uma loja inteirinha em promoção e você não encontra nada que você gosta!) Foi então que eu a vi. No mesmo momento, ela olhou para mim e gritou: "Me experimenta!!!" Não resisti. Segurei-a. Olhei-a demoradamente. Foi amor, eu sei que foi. Um clima de paixão e felicidade nos conectou e, quando eu dei por mim, já estava no caixa pagando pela minha sapatilha <3 Fiquei horas e horas olhando para os meus pés no espelho, amando-a cada vez mais. Estamos compartilhando momentos únicos desde então, toda hora eu paro tudo para olhá-la e admirar sua beleza de sapatinho estilo anos 50.


Meu novo amor

Fomos feitas para ficarmos juntas


A única coisa que ferrou a minha vida foi o forro de trás, que eu desconfio que seja de um material parecido com o papel e que arrebentou minha pele toda, deixando feridas horrendas.

Estilista fail que acha que pra ser bonito, tem que fazer o pé sangrar


Preciso urgentemente arranjar alguma coisa para proteger minha pele e não deixar meu pé em carne viva. Caso não arranje, usarei minha sapatilha de enfeite e ficarei a admirando no espelho de casa.