"Dia desses eu percebi que a coisa que mais me motiva a tentar escrever um livro e me arriscar nesse mundo de merda que é a literatura nacional é a simples descrença das pessoas em mim, não na parte escrita ou algo assim, é mais como escrever, publicar e esfregar o livro na cara de todo babaca que um dia me olhou e disse "Você não faz nada da sua vida". Isso inclui (principalmente) familiares e aleatórios.
Sim, eu faço. Eu escrevo. Pode não ser grande coisa para você, mas garanto que pra mim é. Acho que se nego não entende como é ter a cabeça explodindo o tempo todo com pensamentos que não são seus e que só somem quando você coloca em um papel, deveria calar a boca. Nada pessoal com ninguém, só comentando mesmo."
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Jéssica Moço
Só porque o que a Jeh postou se encaixa bizarramente em minha vida e em mim mesma. Precisava postar isso aqui também, já que, como ela mesma falou, não é fácil viver o tempo inteiro (em momentos bons, ruins, com amigos, em tragédias, em provas, ouvindo música, dormindo, antes de dormir, na hora do banho, comendo...) com pensamentos, idéias e ações dos outros na cabeça. É desgastante. Só quem é escritor e possui personagens muito mais vivos do que muita gente, consegue entender o que se passa. É como se pegassem várias pessoas vivas e as prendessem dentro de sua cabeça. E então elas gritam, choram, imploram para voce colocar para fora o que elas estão fazendo e sentindo. É exatamente essa sensação. E me chamem de louca e o caralho a quatro, só quem é escritor sabe o que se passa.
Planos futuros
Há 9 anos
1 comentários:
É......o negócio tá feio.....
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