quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dia 18: Qualquer coisa à sua escolha

As vezes eu só queria fugir. Para bem longe. Mas bem longe mesmo. Onde ninguém pudesse me achar e eu poderia escrever, desenhar, ler e ser feliz para sempre. Mas não dá. Não dá pra largar tudo e tentar ser feliz em um lugar desconhecido. Pior ainda, um lugar onde não exite. Não importa para onde nós formos, sempre terá preocupações, responsabilidades, tristezas, pessoas.
O negócio é que o terceiro ano tem se tornado o pior ano da minha vida (fora a Bahia, não posso considerar aquilo como vida). Sério, quem inventou que eu tinha que nascer na cidade grande e não numa aldeia indígena deveria estar louco pra me sacanear. Não, sério: se eu fosse uma índia, andasse nua por aí e tivesse macacos em cima de mim, eu seria mais feliz. Sem responsabilidades, sem deveres, sem a merda do vestibular. Eu não nasci pra esse sistema. Não sou que nem Stephanie e Mariane que conseguem se adequar a qualquer coisa. Eu não. Eu penso, reflito, não gosto de ser manipulada pela sociedade. E como eu sofro com isso... Se eu fosse mais uma alienadinha, que conseguisse ser facilmente conduzida pela globo e a Veja, minha vida seria infinitamente mais fácil. Faria vestibular pra algo que dê dinheiro e estudaria muito pra isso. Não seria feliz, mas teria vários dígitos na minha conta bancária.
Em vez disso eu escrevo. Eu leio. Eu canto. Eu atuo. Eu desenho. Aos olhos da sociedade, estou sendo uma inútil de merda, que fica se dedicando a coisas supérfulas(!!!) na época do vestibular. Hã? Supérfulas? Arte? Cultura? É por isso que essa porra desse país tá desse jeito, a gente não pode se dedicar a nada diferente da grade escolar que todos já acham uma inutilidade sem fim.
Se dissessem que eu não fazia nada da vida, só saia pra balada, bebia todas, era carregada de volta para casa por amigos drogados depois de dar para 15 caras, seria diferente. Aí sim, eu seria uma pessoa digna de pena e tratamento, uma qualquerzinha aí que não quer nada da vida.
Pois bem, eu não sou assim e nunca vou ser. Vou seguir meu ritmo, estudar do meu jeito, fazer as coisas da minha maneira. Todas as vezes que eu tentei seguir o ritmo dos outros na minha vida, me ferrei bonito. Já desisti das exatas, se eu não aprendi em 10 anos de escola não vai ser agora, no terceiro ano, que eu vou aprender. Uma das minhas qualidades é reconhecer meus limites. E um deles é exatas, é um que eu nunca vou passar, não importa o quanto eu tente e tente. Não conseguirei seguir em frente.
Mas graças a Deus, são só 3. Química, Física e Matemática. O resto, eu me garanto de boa.
Eu sei que eu vou passar. O fato de eu ficar com C na UERJ, não me deixa menor ou inferior que ninguém lá. A segunda fase é meu trunfo.
Estudos de Mídia na UFF também eu sei que passo, é só não zerar nenhuma matéria (ou seja, exatas :D) na primeira fase!
Fico nervosa? Claro que fico, é pressão de tudo quanto é lado! E o pior é que se reflete no meu apetite: fico nervosa e quero comer Deus e o mundo. Resultado: Engordei.

***

Os signos de água e terra costumam ser os mais pessimistas do Zodíaco, mas eu sou extremamente otimista. Acredito que tudo vai dar certo, todos vamos passar e seremos felizes pra sempre (R) E bom, meu pensamento positivo nunca me traiu.
É, o ano de 2010 não está sendo muito gentil comigo, mas eu sei que isso vai passar, eu sei que vai. No dia 31 de Dezembro.

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